quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Poesia ainda tem espaço no mundo contemporâneo


Matéria publicada no Caderno Unoeste:

http://www.unoeste.br/site/destaques/Noticias.aspx?id=7755

domingo, 18 de agosto de 2013

Gente Diferente

(23 de Abril de 2012)

Vem de gente diferente
Uma outra forma de pensar
Um deleite de presente
Dá a nossa vida outro olhar

À uma vida simplesmente
Vem outra vida a somar
Com riquezas moralmente
Aprendidas ao amar

O amor que está nessa gente
Só começa sem nunca acabar
Num sem fim alegremente

Onde todos podem entrar
Pois sendo gente diferente
Toda gente pode amar

\o/

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Sabor do Inverno

(22 de Março de 2011)

Se te comparo ao açúcar cristal
É de certo mais leve e gelada
Não adoça, mas é natural
Não alimenta, mas é adorada

Não tem cheiro e nem gosto
E sendo tão fria e branquinha
Chega a avermelhar o rosto
Derretendo-se ao ficar quentinha

Quando ela vem usa-se luvas, touca
Blusas e tudo mais que se deve
Se a pessoa não for bêbada ou louca

Tentando ser são nesse relato breve
E depois de colocá-la na boca
Termino de descrever a neve

*.*.*

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Adorada


(13 de Novembro de 2011)

Quando a chuva se anuncia
E vem com a trupe completa
É que eu me lembro da Lygia
Em seu prazer de muleca.

Prazer que vem do barulho,
Numa sinfonia divina.
Um presente sem embrulho
Para alegrar essa menina.

E o vento na medida exata
Vem seus cabelos acariciar
Com um amor que se basta.

E o cheiro do pré molhar
Faz lembrá-la que é grata
Aos pingos que irá adorar.

-ò'ó-

sábado, 12 de janeiro de 2013

Desestações


(14 de Setembro de 2010)

Acabei com a primavera
Indo para o inverno direto,
Destruindo o que de concreto,
Não sendo mais o que era,
Ainda restava sob um teto.
Apenas um gesto discreto
Pôs fim a uma eterna espera.

O inverno há de ser passageiro
Para chegar logo ao verão,
Onde se aquece a emoção,
Sem deixar de passar primeiro
Pelo outono na contramão,
Para atrasar o coração
De conquistar-se por inteiro.

A destruição é necessária
Para melhor se construir.
Mas se vir o que está por vir,
Passará à vontade primária
O eternizar sem mais desistir,
Podendo também cair
Numa cilada imaginária.

Segue a vida com seu plano.
O feito não é a fazer.
E se havia algo a temer
Não adianta cobrir com pano.
Sem medo se deve viver.
Desfiando para tecer,
Trocando as estações do ano.

*.*

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Número do Tolo


(11 de Setembro de 2010)

Olho disperso sem nada para olhar.
Tudo é vazio no meu mundo.
Só vejo você no que vejo.
Vago perdido, sem chão, sem mar.
Sinto um ano em um segundo,
Sinto por viver e ter desejo.

Que bobo da corte sem graça,
Sem chances a competir em vão,
Desprovido de um bom senso comum.
Crendo que o futuro que traça
Justifica em grande estilo o coração,
Lutando pra não ser mais um.

Prossiga firme em sua cena aberta.
Que as luzes fora de foco
Cortem um dedo do ausente cenário.
E entrando em estado de alerta,
Indagando se toco ou não toco,
Manda a calada mão ao imaginário.

Mas de que importa sua atuação?
Plateia vazia não enche o saco.
Só dois olhos tão pouco choram.
Já que se deve alguma razão,
Há de encontrar no Deus Baco.
Onde Diabos que eles não moram?

É o coração que grita desesperado:
“Eu disse antes o que interessa!
Quero ver até que ponto vai!”
Desse outro o que era esperado,
Um choro de lavar sem pressa
Na dúvida se cai não cai.

Contadas palavras hão de cantar números,
Que à aparente peça dão sentidos
Sem festa, convidado, presente ou bolo.
Sentidos que de eternos são efêmeros,
Tanto que como todos os partidos
Termina seu grande número do Tolo.

=O